sábado, 23 de março de 2013

Descontraindo...

A convivência com os adolescentes é cheia de surpresas, pois somos seres mutantes e complexos que apresentamos constantes alterações de humor. Num momento estamos estonteantes de alegria por causa de uma descoberta, no outro ficamos profundamente frustrados por causa da mesma descoberta. Somos seres indecisos e carentes, mas as vezes somos rebeldes e defensivos.

A adolescência é uma fase que deixa marcas por toda a vida. Nessa fase descobre-se a sexualidade, o desejo de ser independente, a ousadia de experimentar o diferente e, entre outras coisas, descobre-se também a beleza da liberdade e o valor do respeito.

A escola é, certamente, um dos locais em que as descobertas da adolescência ganham maior evidência, pois é ali que nos relacionamos com outros adolescentes, trocando experiências e medos.
Os comportamentos dos adolescentes, tais como rebeldia, humor alterado, arrogância e outros podem até ser explicados pela metamorfose física e mental decorrente desta fase, porém, é preciso que todos nós adolescentes aprenda a respeitar os limites. E por mais difícil que seja, professores, pais e amigos precisam lidar com essa complexa fase da nossa vida. 

 
A compreensão é, sem dúvida, fundamental, pois nós necessitamos nos sentirmos num ambiente amigável e confiável para agir de forma natural, espontânea e sensata. Mas, essa relação de amizade só funciona se for recíproca e nem sempre os adolescentes apresentam essa maturidade. Quando há resistência em relacionar-se com respeito, surgem os maiores problemas, pois os adolescentes partem para provocações, rebeldia exagerada, descontrole e desprezo por tudo que possa contrariá-los. Nenhuma relação suporta o desrespeito contínuo, e quando se trata de adolescentes, os adultos – pais e educadores – podem encontrar grandes e verdadeiros conflitos de relacionamento pela frente.
Apesar de não haver uma receita pronta, cabe aos adultos a tarefa de educar os mais jovens, mostrando o valor do respeito, da liberdade e da confiança, lembrando que o melhor exemplo deve ser a própria conduta dos adultos.

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